Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2017

Revista: do Professor - Classe: Adultos - Trimestre: de 2017 - Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato - Título: O Caráter Cristão - Subtítulo: Moldado pela Palavra de Deus e Provado como ouro.

"CUIDADO!" Disney exibe beijo gay em desenho

A Disney: a gigante do entretenimento infantil exibiu, pela primeira vez, um beijo gay, e já programa a estreia de um filme com um romance homossexual.

IURD é multada por usar policiais...

A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada ao pagamento de R$ 80 mil por contratar policiais militares para atuar em segurança privada e transporte de valores em São Luís, no Maranhão..

Valdemiro Santiago fala sobre a IURD

O apóstolo Valdemiro Santiago rompeu o silêncio e resolveu falar contra a Igreja Universal do Reino de Deus que nas últimas semanas divulgou uma série de vídeos denegrindo a imagem da denominação

Padre afirma: só Igreja Católica pode perdoar

Em uma entrevista para a agência de notíciasZenit, com sede no Vaticano, o padre Hernán Jiménez afirmou que apenas a Igreja Católica pode perdoar os pecados, o que pela lógica condenaria os evangélicos que não passam pela confissão.

Catolicismo Romano


Este é o primeiro artigo da série de estudos "Seitas e Heresias", que tem por intuito tornar conhecido o propósito de Satanás em distorcer a Palavra de Deus, e distorcer a imagem de Jesus Cristo, pois ele sabe que mudando o conceito a respeito de Jesus está automaticamente distorcendo o Plano da Salvação que Deus preparou para o homem. Se há distorções a respeito de Jesus, mesmo que existam verdades embutidas na organização, mas tudo será anulado. Para conhecer uma seita é essencial fazer uma pergunta: O que pensam a respeito de Jesus? E através da resposta você tirará a conclusão se é uma igreja ou uma seita.

– Mas antes de apresentarmos a primeira seita que será abordada nesse estudo, queremos deixar claro o que é seita e o que é heresia: Ambas derivam da mesma palavra "háiresis", seita vem do latim"secta", e heresia é uma adaptação da palavra no original. Seita significa divisão, facção, dissidência etc. Seria um grupo de indivíduos que acreditam num equivoco acerca de uma interpretação Bíblica, seria uma organização em desarmonia com a Palavra de Deus. Já a heresia seria a interpretação equivocada em "si", é a própria desarmonia, uma doutrina sem respaldo bíblico é uma heresia. –


Neste primeiro artigo iremos falar a respeito do Catolicismo Apostólico Romano que atualmente tem por líder o Papa Bento XVI, iremos apontar os principais pontos que fazem dessa organização uma seita:

1. Negam que Jesus é a pedra de esquina da Igreja 

Segundo a doutrina dessa respectiva organização, eles dizem que Pedro é a pedra de esquina da igreja, e o primeiro líder dessa religião.
Em  Mateus capítulo 16 a partir do versículo 13, vemos Cristo interrogando aos discípulos o que as pessoas pensavam a respeito dele, e eles disseram que alguns pensavam que ele era João Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Então, Jesus perguntou: e o que vocês pensam a respeito de mim? Então Pedro disse: Tu és Cristo o Filho do Deus Vivo. – O nome Pedro (petros) vem do grego e significa pedra pequena, diferente de (petra) que significa pedra grande e imóvel –

Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;
(Mateus 16:18)

Antes de tudo temos que entender que a Bíblia responde a si mesma. Segundo essa organização eles falam baseado nesse versículo que Cristo se referia a Pedro, mas de acordo com a  própria Bíblia, Cristo estava falando dele próprio. Ou seja, quando Pedro disse que "Cristo é o Filho do Deus Vivo", foi a esta pedra que Cristo se referiu, e não a "petros". Quer uma prova? O mesmo Pedro na sua primeira carta disse:

Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido.
E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, A pedra que os edificadores reprovaram, Essa foi a principal da esquina. 
1 Pedro 2:6-7

Então fica claro que a quem Pedro se referia era ao próprio Cristo. Veja também Salmos 118:22.
2. Não aceitam Jesus como o único mediador 

"Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora, medianeira." P. 274, #969  Catecismo da Igreja Católica (1994)"

A tradição Católica diz que Maria é intercessora, mediadora, a Bíblia nunca coloca Maria em tal posição, e sim Jesus Cristo.

 "Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem." 1Timóteo 2:5

"Por isso mesmo, Ele (Cristo) é o Mediador da nova aliança..." Hebreus 9:15

Fica claro que existe apenas um mediador, e este é Jesus Cristo, e não Maria, nem qualquer outro santo do catolicismo.

3. Jesus não é o único caminho 

"Papa Inocêncio III (1198-1216): "De coração cremos e com a boca confessamos uma só Igreja, que não de hereges, só a Santa, Romana, Católica e Apostólica, fora da qual cremos que ninguém se salva". 

IV Concílio de Latrão (1215), infalível, Canon I: "...Há apenas uma Igreja universal dos fiéis, fora da qual absolutamente ninguém é salvo...". Canon III: "Nós excomungamos e anatematizamos toda heresia erguida contra a santa, ortodoxa e Católica fé sobre a qual nós, acima, explanamos...".

São portanto exclusivistas, e acreditam piamente que somente em sua religião há salvação e não em Cristo.  E se acreditam que Cristo também leva ao céu, então teriam dois caminhos, pois além de acreditar em Cristo, teríamos que seguir o Catolicismo Romano para sermos salvos. O que a Bíblia também nunca citou, quando a Bíblia se refere a Igreja não é a uma organização e sim a um corpo, formado por pessoas. Pois a própria Bíblia citou qual é o caminho, e que este caminho é único, e não há margens para nenhuma organização:  

Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
João 14:6-7

O próprio Pedro, o qual eles dizem que foi o primeiro Papa disse: 

E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.
Atos 4:12

4. Jesus não é o único digno de louvor 

“Feliz do povo, cujo Senhor é Deus, cuja Rainha é a Mãe de Deus!” Assim proclamava o Papa Pio XII

Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo ao qual escolheu para sua herança.
Salmos 33:13 

Segundo a Bíblia, não há complemento, não há margens para outra pessoa neste versículo de Salmos 33:13! 

Alguns católicos usam de Moisés ter feito uma serpente de bronze para justificarem a sua idolatria (Nm 21:6-8), e também os querubins que eram usados no templo de Jerusalém. Mas, temos que saber diferenciar as coisas, quando Deus pediu para Moisés erguer aquela serpente simbolizava Cristo sendo levantado, porque assim como as pessoas olhavam para aquela serpente e eram curados, assim somos nós quando olhamos para Cristo temos nossos pecados perdoados e somos salvos, foi apenas uma representação, um símbolo, e não algo para adoração, para intercessão, assim como os querubins não tinha nada a ver com adoração, e nem eram padroeiros, só faziam parte de uma ornamentação. Podemos reconhecer os méritos de uma pessoa, assim como os heróis de nossa pátria, existem estátuas, mas não fazemos dessas estátuas símbolo de adoração, ou de intercessão. 

E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;
João 3:14

Os santos do Catolicismo já faleceram, Maria já faleceu, e quando pedimos para essas pessoas intercederem, estamos invocando os mortos e isso é pecado. (Is 8:19)

No próprio dez mandamentos vemos a ordenança do próprio Deus em não se dobrar diante de qualquer imagem para servir, para adorar, para prestar culto, e nem erguer qualquer imagem de escultura.

                                                        Não terás outros deuses diante de mim.
Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. 
Êxodo 20:3-5

A  mariolatria é evidente nos católicos, não temos nada contra Maria, pelo contrário, devemos nos lembrar dela como uma grande mulher de Deus, e nos inspirarmos em sua fé, na sua caminhada, devemos admirá-la. Mas não podemos fazer disso uma adoração, ou alguém digna de culto, digna de louvores, de receber pedidos e capaz de respondê-los. Se não, ao invés de estarmos rendendo glória ao criador estaremos glorificando a criatura.

Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. 
Romanos 1:25

Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura.
Isaías 42:8
Querido leitor, vale salientar que aqui não temos nenhuma intenção em desrespeitar qualquer religião, nem qualquer seguidor de tais organizações, e sim examinarmos tudo à luz da Palavra de Deus. Esperamos que tenha servido de grande edificação para sua vida.

- Fiquem na gloriosa paz do nosso Senhor Jesus Cristo !

Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. (Apocalipse 5:12)

Por Gabriel Manuel
Revisão: Diego Rodrigues

Introdução ao Budismo

Sistema ético, religioso e filosófico fundado pelo príncipe hindu Sidarta Gautama (563-483 a.C.), ou Buda, por volta do século VI. O relato da vida de Buda está cheia de fatos reais e lendas, as quais são difíceis de serem distinguidas historicamente entre si.

O príncipe Sidarta nasceu na cidade de Lumbini, em um clã de nobres e viveu nas montanhas do Himalaia, entre Índia e Nepal. Seu pai, era um regente e sua mãe, Maya, morreu quando este tinha uma semana de vida. Apesar de viver confinado dentro de um palácio, Sidarta se casou aos 16 anos com a princesa Yasodharma e teve um filho, o qual chamou-o de Rahula.

História do Budismo

Aos 29 anos, resolveu sair de casa, e chocado com a doença, com a velhice e a com morte, partiu em busca de uma resposta para o sofrimento humano. Juntou-se a um grupo de ascetas e passou seis anos jejuando e meditando. Durante muitos dias, sua única refeição era um grão de arroz por dia. Após esse período, cansado dos ensinos do Hinduísmo e sem encontrar as respostas que procurava, separou-se do grupo. Depois de sete dias sentado debaixo de uma figueira, diz ele ter conseguido a iluminação, a revelação das Quatro Verdades. Ao relatar sua experiência, seus cinco amigos o denominaram de Buda (iluminado, em sânscrito) e assim passou a pregar sua doutrina pela Índia. Todos aqueles que estavam desilusionados pela crença hindu, principalmente os da casta baixa, deram ouvido a esta nova faceta de Satanás. Como todos os outros fundadores religiosos, Buda foi deificado pelos seus discípulos, após sua morte com 80 anos.

Prática de Fé do Budismo

O Budismo consiste no ensinamento de como superar o sofrimento e atingir o nirvana (estado total de paz e plenitude) por meio da disciplina mental e de uma forma correta de vida. Também crêem na lei do carma, segundo a qual, as ações de uma pessoa determinam sua condição na vida futura. A doutrina é baseada nas Quatro Grandes Verdades de Buda:

A existência implica a dor -- O nascimento, a idade, a morte e os desejos são sofrimentos.

A origem da dor é o desejo e o afeto -- As pessoas buscam prazeres que não duram muito tempo e buscam alegria que leva a mais sofrimento.

O fim da dor -- só é possível com o fim do desejo.

A Quarta Verdade -- se prega que a superação da dor só pode ser alcançada através de oito passos:

Compreensão correta: a pessoa deve aceitar as Quatro Verdades e os oito passos de Buda.
Pensamento correto: A pessoa deve renunciar todo prazer através dos sentidos e o pensamento mal.
Linguagem correta: A pessoa não deve mentir, enganar ou abusar de ninguém.
Comportamento correto: A pessoa não deve destruir nenhuma criatura, ou cometer atos ilegais.
Modo de vida correto: O modo de vida não deve trazer prejuízo a nada ou a ninguém.
Esforço correto: A pessoa deve evitar qualquer mal hábito e desfazer de qualquer um que o possua.
Desígnio correto: A pessoa deve observar, estar alerta, livre de desejo e da dor.
Meditação correta: Ao abandonar todos os prazeres sensuais, as más qualidades, alegrias e dores, a pessoa deve entrar nos quatro graus da meditação, que são produzidos pela concentração.

Missões do Budismo

Um dos grandes generais hindus, Asoka, depois do ano 273 a.C., ficou tão impressionado com os ensinos de Buda, que enviou missionários para todo o subcontinente indiano, espalhando essa religião também na China, Afeganistão, Tibete, Nepal, Coréia, Japão e até a Síria. Essa facção do Budismo tornou-se popular e conhecida como Mahayana. A tradicional, ensinado na India, é chamado de Teravada.

O Budismo Teravada possui três grupos de escrituras consideradas sagradas, conhecidas como "Os Três Cestos" ou Tripitaka:
· O primeiro, Vinaya Pitaka (Cesto da Disciplina), contêm regras para a alta classe.
· O segundo, Sutta Pitaka (Cesto do Ensino), contêm os ensinos de Buda.
· O terceiro, Abidhamma Pitaka (Cesto da Metafísica), contêm a Teologia Budista.
O Budismo cpmeçou a ter menos predominância na Índia desde a invasão muçulmana no século XIII. Hoje, existem mais de 300 milhões de adeptos em todo o mundo, principalmente no Sri Lanka, Mianmá, Laos, Tailândia, Camboja, Tibete, Nepal, Japão e China. Ramifica-se em várias escolas, sendo as mais antigas o Budismo Tibetano e o Zen-Budismo. O maior templo budista se encontra na cidade de Rangoon, em Burma, o qual possui 3,500 imagens de Buda.

Teologia do Budismo

A divindade: não existe nenhum Deus absoluto ou pessoal. A existência do mal e do sofrimento é uma refutação da crença em Deus. Os que querem ser iluminados, necessitam seguir seus próprios caminhos espirituais e transcendentais.

Antropologia: o homem não tem nenhum valor e sua existência é temporária.

Salvação: as forças do universo procurarão meios para que todos os homens sejam iluminados (salvos).

A alma do homem: a reencarnação é um ciclo doloroso, porque a vida se caracteriza em transições. Todas as criaturas são ficções.

O caminho: o impedimento para a iluminação é a ignorância. Deve-se combater a ignorância lendo e estudando.

Posição ética: existem cinco preceitos a serem seguidos no Budismo:
· proibição de matar
· proibição de roubar
· proibição de ter relações sexuais ilícitas
· proibição do falso testemunho
· proibição do uso de drogas e álcool

No Budismo a pessoa pode meditar em sua respiração, nas suas atitudes ou em um objeto qualquer. Em todos os casos, o propósito é se livrar dos desejos e da consciência do seu interior.

Verdades Bíblicas

Deus: Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Dt 6.24; Mt 28.19; Mc 12.29.

Jesus: Cremos no nascimento virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal de entre os mortos, e em sua ascensão gloriosa aos céus, Is 7.14; Lc 1.26-31; 24.4-7; At 1.9.

Espírito Santo: Cremos no Espírito Santo como terceira pessoa da Trindade, como Consolador e o que convence o homem do pecado, justiça e do juízo vindouro. Cremos no batismo no Espírito Santo, que nos é ministrado por Jesus, com a evidência de falar em outras línguas, e na atualidade dos nove dons espirituais, Jl 2.28; At 2.4; 1.8; Mt 3.11; I Co 12.1-12.

Homem: Cremos na na criação do ser humano, iguais em méritos e opostos em sexo; perfeitos na sua natureza física, psíquica e espiritual; que responde ao mundo em que vive e ao seu criador através dos seus atributos fisiológicos, naturais e morais, inerentes a sua própria pessoa; e que o pecado o destituiu da posição primática diante de Deus, tornando-o depravado moralmente, morto espiritualmente e condenado a perdição eterna, Gn 1.27; 2.20,24; 3.6; Is 59.2; Rm 5.12; Ef 2.1-3.

Bíblia: Cremos na inspiração verbal e divina da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé para a vida e o caráter do cristão, II Tm 3.14-17; II Pe 1.21.

Pecado: Cremos na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória de Deus, e que somente através do arrependimento dos seus pecados e a fé na obra expiatória de Jesus o pode restaurar a Deus, Rm 3.23; At 3.19; Rm 10.9.

Céu e Inferno: Cremos no juízo vindouro, que condenará os infiéis e terminará a dispensação física do ser humano. Cremos no novo céu, na nova terra, na vida eterna de gozo para os fiéis e na condenação eterna para os infiéis, Mt 25.46; II Pe 3.13; Ap 21.22; 19.20; Dn 12.2; Mc 9.43-48.

Salvação: Cremos no perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita, e na eterna justificação da alma, recebida gratuitamente, de Deus, através de Jesus, At 10.43; Rm 10.13; Hb 7.25; 5.9; Jo 3.16.]

LIÇÃO 03 – A LONGA SECA SOBRE ISRAEL - 1º TRIMESTRE 2013


Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Aílton José Alves
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LIÇÃO 03 – A LONGA SECA SOBRE ISRAEL - 1º TRIMESTRE 2013

INTRODUÇÃO

A seca é um fenômeno climático e como tal é imprevisível a sua ocorrência. Todavia, no contexto do reinado de Acabe, ela ocorreu não somente como algo previsível, mas também anunciado. Não era um fenômeno simplesmente meteorológico, mas profético. Veremos como se deu esse fato e como ele revela a soberania de Deus não somente sobre a história, mas também sobre os fenômenos naturais e como eles podem atender aos seus propósitos. A vida do profeta Elias girou em torno do conflito entre a adoração do Senhor de Israel e a de Baal. Sua missão era levar os israelitas a reconhecerem sua apostasia e reconduzi-los à fidelidade ao Deus verdadeiro. A historicidade dessa longa seca é atestada no NT (Tg 5.17).

I – CONTEXTO POLÍTICO E RELIGIOSO DO TEMPO DE ELIAS

É em meio a uma crise social, moral e espiritual que Deus levanta o profeta Elias para combater o pecado, proclamar o juízo e chamar o povo ao arrependimento. Elias foi sem dúvida alguma, um dos maiores profetas que o Senhor Deus levantou em sua época. Sua vida constitui-se de um notável exemplo para nós, de como Deus opera na vida daqueles que se colocam em suas mãos.
Vejamos qual era a situação de Israel nesta época:

1.1 Era um período de sucessão de reis ímpios. Nos dias de Elias, Israel estava sendo governado por reis maus e idólatras. A Bíblia diz que Onri “… fez o que era mau aos olhos do Senhor; e fez pior do que todos quantos foram antes dele” (I Rs 16.25,26). Quando Onri morreu, em seu lugar reinou seu filho Acabe (I Rs 16.28), que teve a capacidade de fazer pior do que todos os reis que lhe antecederam. A Bíblia diz acerca de Acabe: “E fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele…” (I Rs 16.30,31).

1.2 Era um período de idolatria. O rei Acabe destaca-se nas Escrituras como um rei idólatra, pois ele andou nos caminhos de Jeroboão (I Rs 16.31); serviu a Baal e o adorou (I Rs 16.31); conduzindo toda a nação à idolatria. Como se não bastasse, Acabe casouse com Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; casamento este, jamais aprovado por Deus. Tudo isto fez Israel mergulhar no mais profundo paganismo, sem nenhuma pretensão de preservar o culto a Jeová, tornando-se uma nação idólatra, como as demais nações.

1.3 Era um período de crise. Quando Acabe, influenciado por sua esposa Jezabel, substituiu o culto à Jeová pela adoração à Baal (I Rs 16.31-33), Elias apareceu repentinamente perante o rei para anunciar a ausência de chuva e orvalho sobre a terra (I Rs 17.1). Como a chuva é um dos principais elementos de sustentação da natureza, a falta dela provocou seca, fome e miséria. As Escrituras dizem que “… a fome era extrema em Samaria” (I Rs 18.2). Isto fez com que Acabe se irasse ainda mais com Elias, pois achava que ele era o culpado daquela calamidade.

1.4 Era um período de inversão de valores. Em meio a crise e à miséria, o rei Acabe parece estar mais preocupado com os cavalos e as mulas do que com os súditos do seu reino; pois ele chama Obadias, e ambos saem à procura de água para “preservar a vida dos animais” (I Rs 18.5,6).

1.5 Era um período de idolatria e perseguição aos profetas. Jezabel, esposa do rei Acabe, ocupa o lugar de esposa mais ímpia da Bíblia. Além de controlar o seu esposo (I Rs 21.25), ela levou a nação de Israel a adorar seus deuses (I Rs 18.19,20). Como se não bastasse, intentou matar a todos os profetas do Senhor (I Rs 18.4). Foi nessa ocasião que Obadias, um homem temente a Deus e servo do rei Acabe (possivelmente um mordomo ou camareiro do palácio), conseguiu esconder cem profetas do Senhor e os sustentou com pão e água, pondo em risco a sua própria vida, pois, caso fosse descoberto, tanto ele como os cem profetas, seriam mortos à mando de Jezabel.

II - O QUE MOTIVOU DEUS ENVIAR A SECA EM ISRAEL

O Senhor nosso Deus tem diversas maneiras de disciplinar os seus filhos. No AT, uma delas era provocando longos períodos de seca sobre seu povo. As advertências sobre este método disciplinar podem ser lidas em alguns textos bíblicos (Dt 28.15,23-24; 2 Cr 7.13-14). Elias afirmava que tudo o que estava acontecendo em Israel era resultado do pecado do povo. A longa seca sobre o Reino do Norte agiu como um instrumento de juízo e disciplina. O culto a Baal financiado pelo Reino do Norte (Israel-Samaria) afastou o povo da adoração ao Senhor de Abraão, Isaque e Jacó. O profeta Elias estava consciente disso e quando confrontou os profetas de Baal, logo percebeu que o povo não mantinha mais fidelidade ao Deus de Israel (1 Rs 18.21). Vejamos o que motivou a grande seca:

• Disciplina e correção para o povo desobediente. A idolatria havia dividido o coração do povo. Para corrigir um coração dividido somente um remédio amargo surtiria efeito (Lv 26.18-26; 1 Rs 18.37). Do mesmo modo como um pai castiga seu filho a quem ama, Deus castiga a Israel (Pv 3. 11-12; Hb 12.5-11);
• Mostrar que só o Senhor Deus de Israel é verdadeiro. O culto ao Senhor foi substituído pela adoração a Baal e Aserá, principais divindades dos sidônios (1 Rs 16.30-33). A consequência desse ato foi uma total decadência moral e espiritual. Baal era o deus do trovão, do raio e da fertilidade, e supostamente possuía poder sobre os fenômenos naturais. A longa seca sobre o Reino do Norte criou as condições necessárias para que Elias desafiasse os profetas de Baal e provasse que o mesmo não passava de um deus falso (1 Rs 17.1,2; 2 Rs 18.1,2; 21.39);
• Mostrar a impotência de Baal em sua “própria pátria”. Essa foi uma maneira de dizer que os deuses das nações pagãs são uma ilusão, que eles não têm poder e que, na verdade, nada podem fazer (Sl 115.1-8), pois o Deus de Israel, também reinava na pátria do pai de Jezabel.

III - OS EFEITOS E AS REAÇÕES FRENTE A SECA

A Escritura afirma que “a fome era extrema em Samaria” (1 Rs 18.2). A seca já havia provado que Baal era um deus impotente frente aos fenômenos naturais e a fome demonstrou à nação que somente o Senhor é a fonte de toda provisão. Sem Ele não haveria chuva e consequentemente não haveria alimentos (Dt 28.23-24). Podemos ver que até mesmo os cavalos da montaria real estavam sendo dizimados (1 Reis 18.5) e o desespero era geral. Vejamos:

• Os efeitos - Seca, fome e miséria. Elias entra no cenário profético quando o reinado de Acabe e sua esposa Jezabel, experimentava relativa prosperidade (1 Rs 17.1; 1Reis 18.1-8). Não haveria chuva e consequentemente não haveria alimentos;
• As reações - Endurecimento do coração. É interessante observarmos que o julgamento de Deus produziu efeitos diferentes sobre à casa real e o povo. Percebemos que à semelhança de Faraó (Êx 9.7), o rei Acabe e sua esposa, Jezabel, não responderam favoravelmente ao juízo divino (1 Rs 18.17-21).
Os israelitas achavam que podiam adorar o Deus verdadeiro e ao mesmo tempo adorar a Baal. Eles tinham o coração dividido e por esta razão queriam servir a dois senhores. Jesus, no seu ministério terreno advertiu contra essa atitude fatal: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro” (Mt 6.24).

IV – ATRIBUTOS DE DEUS NA PREDIÇÃO DA GRANDE SECA SOBRE ISRAEL

O Deus de Israel, é quem envia a chuva sobre justos e injustos (Mt 5.45); ele também poderia facilmente retê-la. Se prestarmos atenção aos detalhes dessa passagem (1 Rs 17), descobriremos que três dos principais atributos de Deus são revelados na narrativa da predição da grande seca sobre Israel. Analisemos:

• O Deus Onipotente. A crença cananeia dizia que Baal era o deus que controlava a natureza, inclusive as estações e as plantações. Baal e Aserá eram deidades da natureza, suspeitos de controlar as chuvas e a fertilidade da terra. Ao anunciar uma estiagem no nome do Senhor, Elias demonstrou conclusivamente que Yahweh, e não Baal, é Supremo. O Senhor demonstrou total controle sobre os fenômenos naturais (1 Rs 17.1; Mc 14.36);
• O Deus Onisciente. A profecia de Elias demonstra essa visão sobre Deus, pois o profeta previu que por um espaço de três anos e meio não choveria sobre Israel (1 Rs 17.1; Tg 5.17). Como o profeta saberia que a chuva voltaria somente após três anos e meio? Deus o havia revelado porque somente Ele conhece o futuro. Vimos Deus Onisciente, quando demonstrou a sua capacidade para conhecer o futuro;
• O Deus Onipresente. Deus pode estar ao mesmo tempo em todos os lugares. Para a teologia cristã isso é confortador, pois
jamais estaremos a sós. Deus mostrou a sua Onipresença durante esses fatos. “Tão certo como vive o Senhor, Deus de
Israel, perante cuja face estou” (1 Rs 17.1).

V – DEUS E A SUA PROVISÃO NA SECA

Enquanto a nação começava sentir os efeitos da seca, Elias recebia as bênçãos de água e alimentos que Deus havia prometido para a nação obediente (Lv 26.3-5). Aprendemos que Deus é um Deus provedor. Durante o longo período de estiagem de três anos e meio Reino do Norte (Tg 5.17), observamos o cuidado pessoal do Senhor com o profeta. Há sempre uma provisão de Deus para aquele que o serve obedientemente em tempos de crise. Embora houvesse uma escassez generalizada em Israel, Deus cuidou de Elias de uma forma especial que nada lhe faltou. Reflitamos no cuidado do Senhor para com seu servo:
• Primeiramente Deus o afasta do local onde o julgamento seria executado: “Retira-te daqui” (1 Rs 17.3);
• Em segundo lugar, o Senhor o orienta a se esconder: “Esconde-te junto a torrente de Querite” (1 Rs 17.3);
• Em terceiro lugar, Elias deveria ser suprido com aquilo que o Senhor providenciasse: “Os corvos lhe traziam pão e carne” (1 Rs 17.6).
• Em quarto lugar, Deus não abandonou seu servo, antes, forneceu o necessário, da mesma forma como fez com israel no deserto na época de Moisés (Êx 17; Nm 11.20).

CONCLUSÃO

Observamos que a longa seca sobre o Reino do Norte agiu como um instrumento de juízo e disciplina. Embora o coração do rei não tenha dado uma resposta favorável ao chamamento divino, os propósitos do Senhor foram alcançados. A fome revelou como é vão adorar os deuses falsos e ao mesmo tempo demonstrou que o Senhor é Soberano! Ele age como quer e quando quer. Fica, pois a lição que até mesmo em uma escassez violenta a graça de Deus se revela de forma maravilhosa.

REFERÊNCIAS

• DILLARD, Raymond B. Fé em face da apostasia: o evangelho segundo Elias e Eliseu. CULTURA CRISTÃ.
• GONÇALVES, José. Porção dobrada: uma análise bíblica, teológica e devocional sobre os ministérios proféticos de Elias e Eliseu. CPAD.
• STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.